Nova ligação promete impacto econômico e social sem precedentes na região
A conclusão da chamada Ponte do Futuro, que ligará João Pessoa e Cabedelo à região de Forte Velho, em Santa Rita, inaugura um dos capítulos mais promissores da história recente da Região Metropolitana da capital paraibana. Trata-se de uma obra de vulto, não apenas pela sua grandiosidade estrutural, mas, sobretudo, pelo impacto econômico, urbano e social que provocará — em especial para Santa Rita, cidade que passa a ocupar definitivamente o centro do mapa do desenvolvimento regional.
Com uma travessia estimada em apenas 2 quilômetros, a ponte reduzirá drasticamente distâncias, tempos e custos de deslocamento. Forte Velho, Livramento e Ribeira deixarão de ser áreas periféricas para se tornarem zonas estratégicas de conexão direta com João Pessoa. Na prática, Forte Velho passará a funcionar como uma verdadeira extensão da capital, recebendo um fluxo de veículos, pessoas, investimentos e oportunidades nunca antes experimentado.
Esse novo equipamento urbano mudará a lógica de ocupação do território. O que antes era visto como “distante” passará a ser “vizinho”. O resultado natural será o início de um movimento habitacional e empresarial intenso, com valorização imobiliária, surgimento de novos empreendimentos, expansão de serviços e geração de empregos. Santa Rita, pela sua localização privilegiada e pela sua vasta extensão territorial — três vezes maior que a própria capital — é, sem dúvida, a cidade com maior potencial de crescimento sustentável de toda a região metropolitana.
Mas grandes obras exigem grandes respostas. É hora de Santa Rita se preparar para esse novo momento histórico e oferecer a contrapartida que o futuro exige. Um passo essencial é a construção de uma orla sustentável, ligando Ribeira a Forte Velho, respeitando o meio ambiente, valorizando as paisagens naturais e criando espaços de convivência, lazer e turismo. Essa orla pode se tornar um cartão-postal da cidade, conciliando desenvolvimento econômico e preservação ambiental.
Paralelamente, é fundamental investir na qualificação da mão de obra local, fomentando o turismo de base comunitária. Pescadores, marisqueiras, artesãos e artistas populares precisam ser protagonistas desse processo. A criação de um mercado de artesanato, com foco nas potencialidades naturais e culturais da região — como as atividades pesqueiras, a mariscagem, o coco de roda e outras expressões da cultura tradicional — não apenas fortalece a identidade local, como gera renda, inclusão e orgulho para a comunidade.
Forte Velho, conhecida carinhosamente como a “Pipa de Santa Rita”, tem tudo para se tornar a bola da vez com a chegada da ponte. O cenário está posto: beleza natural, cultura viva, localização estratégica e, agora, acesso facilitado. Falta apenas planejamento, visão de futuro e vontade política para transformar potencial em realidade.
Fica aqui a reflexão — e a torcida — de quem vibra com o crescimento da Região Metropolitana e acredita, com convicção, que Santa Rita é o grande território do amanhã. É para cá que a cidade pode crescer, é aqui que o futuro já começou a se desenhar. Chegou a hora de Santa Rita assumir o seu lugar de destaque.
Santa Rita, 06 de janeiro de 2026
Henrique Maroja
(Imagem de capa: reprodução Secom PB)
