Estado registra 100% da área afetada e pior cenário desde 2018, segundo Monitor de Secas

A Paraíba encerrou o ano de 2025 com um quadro crítico de estiagem. De acordo com o Monitor de Secas, o estado registrou 100% de seu território sob influência do fenômeno, com avanço expressivo da seca extrema. O índice, que em novembro atingia 38% da área, saltou para 67% em dezembro, configurando a pior situação desde fevereiro de 2018, quando houve seca excepcional em 28% da Paraíba.

O relatório aponta que, no Nordeste, a Paraíba liderou em severidade no fechamento do ano, tornando-se o estado mais afetado da região. A intensificação da estiagem reflete não apenas a irregularidade das chuvas, mas também a fragilidade estrutural de municípios que dependem de reservatórios e sistemas de abastecimento já pressionados.

Especialistas alertam que o impacto da seca compromete diretamente a agricultura familiar, a pecuária e o abastecimento urbano, ampliando riscos sociais e econômicos. A totalidade do território sob seca representa um desafio para gestores públicos, que precisam reforçar políticas de mitigação e ampliar programas emergenciais de apoio às comunidades rurais.

O Monitor de Secas também revelou que, em dezembro, 14 estados brasileiros registraram seca em 100% de seus territórios. No entanto, a Paraíba se destacou pela intensidade do fenômeno, colocando o estado em posição crítica dentro do cenário nacional, que contabilizou 5,3 milhões de km² afetados — o equivalente a 63% do Brasil.

A persistência da estiagem na Paraíba reforça a necessidade de medidas estruturais de convivência com o semiárido, como investimentos em tecnologias de captação de água, fortalecimento da agricultura resiliente e ampliação de políticas de proteção social. Sem ações coordenadas, o impacto tende a se prolongar, agravando desigualdades e pressionando ainda mais os recursos hídricos locais. (Texto: redação Click100 / Imagem de capa: Freepik)

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