Categoria pressiona Prefeitura por progressões e salário mínimo para equipes de apoio
Os servidores da Educação de Campina Grande anunciaram que podem entrar em greve geral a partir de 11 de março, caso a Prefeitura não atenda às reivindicações da categoria. A decisão foi comunicada pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste e Borborema (Sintab) durante assembleia realizada nesta segunda-feira (23).
Entre as principais demandas estão o pagamento de salário mínimo para os funcionários de apoio, a publicação do decreto das progressões do magistério e a definição de um calendário para quitação desses direitos. Segundo a diretora do Sintab, Maria da Paz, a categoria não vê alternativa diante da falta de resposta do Executivo municipal. “Não é interesse do sindicato paralisar as atividades, mas se o governo não entende a gravidade da situação, não restará outra saída”, afirmou.
A dirigente relatou que, além de receberem abaixo do salário mínimo, trabalhadores de apoio têm feito rateio para comprar merenda escolar em algumas unidades. “É inadmissível que servidores, já com vencimentos reduzidos, precisem complementar recursos para garantir alimentação dos alunos”, destacou.
O sindicato acusa a gestão do prefeito Bruno Cunha Lima de protelar soluções. De acordo com Maria da Paz, o procurador do município chegou a solicitar que o próprio Sintab redigisse a minuta do decreto das progressões, entregue há mais de seis meses sem encaminhamento à Câmara Municipal.
A assembleia marcada para 11 de março será decisiva: caso não haja negociação efetiva até a data, os servidores prometem deflagrar greve geral. O movimento pode impactar diretamente o funcionamento das escolas municipais, ampliando a pressão sobre a administração local. (Texto: redação Click100 / Imagem de capa: Freepik Stockking)
