Padre Egídio e Samuel Segundo seguem obrigados a reparar prejuízos de mais de R$ 525 mil
A Justiça da Paraíba manteve as condenações do Padre Egídio de Carvalho e de Samuel Segundo, ex-chefe de tecnologia do Hospital Padre Zé, ao rejeitar os embargos apresentados pela defesa. A decisão, assinada pela juíza Ana Christina Soares Penazzi Coelho, da 3ª Vara Criminal, foi publicada no último domingo (22).
Os réus foram condenados por desvios de bens e recursos do hospital filantrópico gerido pelo Instituto São José. A sentença determina o pagamento solidário de R$ 525.877,77, valor mínimo correspondente ao prejuízo apurado, a ser corrigido monetariamente.
A defesa de Samuel Segundo alegou vícios na dosimetria da pena, como suposto “bis in idem” e ausência de reconhecimento da confissão espontânea. A magistrada, no entanto, refutou os argumentos: “Apesar dos muitos argumentos defensivos, não vislumbro vício na análise das circunstâncias judiciais, porquanto cada vetor do artigo 59 do Código Penal foi valorado a partir de aspectos distintos da conduta”, destacou.
Na decisão, a juíza também ressaltou que os motivos do crime foram considerados especialmente censuráveis, por envolverem a apropriação de bens destinados a uma entidade filantrópica. Sobre a confissão espontânea, o tribunal reconheceu a atenuante e reduziu a pena em cinco meses de reclusão e dez dias-multa.
Com a rejeição dos embargos, permanece válida a condenação dos dois réus, que deverão ressarcir os danos materiais causados ao Instituto São José e à Arquidiocese da Paraíba. O caso Padre Zé, que ganhou repercussão nacional, segue como símbolo da necessidade de maior rigor na gestão de instituições filantrópicas e na fiscalização de recursos destinados a ações sociais. (Texto: redação Click100 / Imagem de capa: reprodução redes sociais)
