Estado integra projeto-piloto nacional que amplia acesso à insulina glargina
O Ministério da Saúde anunciou que a Paraíba está entre os quatro estados selecionados para o projeto-piloto de transição da insulina NPH para a insulina glargina no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida, que também contempla o Distrito Federal, Paraná e Amapá, marca um passo importante na modernização do tratamento de diabetes no país.
A insulina glargina, de ação prolongada, pode atuar por até 24 horas com apenas uma aplicação diária, proporcionando maior comodidade e controle glicêmico. Na rede privada, o tratamento custa em média R$ 250 por dois meses, valor que representa uma barreira para muitas famílias. A oferta pelo SUS, portanto, tem impacto direto na democratização do acesso.
Na Paraíba, o foco inicial será em crianças e adolescentes até 17 anos com diabetes tipo 1 e em idosos a partir de 80 anos com diabetes tipo 1 e 2. Segundo o Ministério, a escolha desses grupos se deve à vulnerabilidade clínica e à necessidade de maior estabilidade no controle da doença.
A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, destacou que a transição só é possível com a articulação entre estados e municípios: “O Ministério da Saúde está trabalhando em parceria com os gestores locais para planejar essa mudança de forma segura. Essa atuação conjunta é fundamental para melhorar o atendimento às pessoas com diabetes e ampliar o acesso a tratamentos mais adequados.”
Além da distribuição do medicamento, foram realizados treinamentos para profissionais da Atenção Primária e da Assistência Farmacêutica, garantindo que médicos e equipes estejam preparados para orientar os pacientes. O monitoramento será constante e, após os primeiros meses, haverá uma avaliação dos resultados para definir a expansão nacional.
Outro ponto relevante é a produção nacional da insulina glargina, fruto de uma parceria entre Bio-Manguinhos/Fiocruz, a empresa brasileira Biomm e a chinesa Gan & Lee. Essa iniciativa fortalece a soberania do Brasil na produção de medicamentos estratégicos, reduzindo a dependência de importações em um cenário de escassez global.
Para os pacientes da Paraíba, a mudança representa não apenas um avanço tecnológico, mas também uma garantia de acesso contínuo e gratuito a um tratamento que pode melhorar significativamente a qualidade de vida. O projeto-piloto é visto como um marco na política pública de saúde voltada ao diabetes. (Texto: redação Click100 / Imagem de capa: Freepik xb100)
