Novo prefeito interino promete estabilidade após afastamento de Edvaldo Neto
Na manhã desta quarta-feira (15/04), José Pereira (Avante) foi empossado como prefeito interino de Cabedelo pela Câmara Municipal. A medida ocorreu após o afastamento judicial de Edvaldo Neto, alvo da Operação Cítrico, que investiga fraudes em licitações e supostos vínculos de agentes políticos com facções criminosas.
Durante a cerimônia, Pereira destacou que sua gestão será voltada à continuidade administrativa e à confiança no sistema judiciário: “Confio na Justiça e no pleno esclarecimento dos fatos. Cabedelo continuará avançando com dedicação ao nosso povo”, afirmou.
Instabilidade política
Cabedelo enfrenta um cenário de instabilidade: em apenas cinco meses, o município já teve três prefeitos diferentes. A crise começou com a cassação de André Coutinho, seguida pela posse interina de Edvaldo Neto, agora afastado. A sucessão constante gera incertezas sobre a condução de políticas públicas e a credibilidade institucional da cidade.
Operação Cítrico
Deflagrada pela Polícia Federal, a operação apura um esquema que pode ter movimentado até R$ 270 milhões em contratos fraudulentos. Além de Edvaldo Neto, outros servidores foram afastados para preservar as investigações. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em diversos endereços, incluindo o apartamento do prefeito eleito.
Perfil de José Pereira
Aos 68 anos, Pereira tem trajetória marcada pela atuação legislativa. Ele foi eleito vereador em 2012, 2020 e 2024, e ocupava a presidência interina da Câmara Municipal. Sua ascensão ao Executivo ocorre em um momento delicado, exigindo habilidade política para manter a governabilidade e a confiança da população.
Implicações
A posse de Pereira representa não apenas uma transição administrativa, mas também um teste de resiliência institucional para Cabedelo. A cidade precisa equilibrar a continuidade dos serviços públicos com a transparência exigida pelas investigações. O desafio será reconquistar a confiança dos cidadãos diante de sucessivos escândalos. (Texto: redação Click100 / Imagem de capa: reprodução Secom PB)
