Operação Cifrão expõe esquema de desvio de R$ 3,8 milhões em obras públicas

A 4ª Vara Federal da Paraíba proferiu sentença contra sete acusados de participação em um esquema de fraudes em contratos do Serviço Social da Indústria (Sesi-PB). A investigação, conduzida pelo Gaeco/MPPB, MPF, Polícia Federal e CGU, revelou irregularidades em licitações e execução de obras que somaram R$ 3,8 milhões.

– Quatro réus receberam penas de 9 anos e 1 mês de reclusão, em regime fechado, além de multas.
– Três réus foram condenados a 3 anos e 9 meses, em regime aberto, com substituição da pena por serviços comunitários e pagamento de R$ 20 mil cada.

A denúncia apontou crimes de apropriação indébita qualificada, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. O núcleo central envolvia a Concorrência nº 004/2016, que previa dez obras em municípios paraibanos. O certame foi marcado por restrições à competitividade e ausência de parcelamento do objeto, favorecendo uma única empresa.

Esquema Revelado

Licitações direcionadas: apenas uma empresa participou, com cláusulas que limitavam concorrência.
Aditivos contratuais: elevaram o valor inicial de R$ 2,8 milhões para R$ 3,8 milhões, acima dos limites legais.
Boletins falsos: documentos administrativos atestavam serviços inexistentes ou incompletos.
Lavagem de dinheiro: uso de terceiros, saques em espécie e movimentações fracionadas para ocultar origem ilícita.

A auditoria da CGU foi decisiva para identificar pagamentos por serviços não executados e divergências entre valores e obras realizadas. (Texto: redação Click100 / Imagem de capa: reprodução arquivo Ascom MPPB)

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