Monitor aponta melhora histórica: seca extrema cai de 43% para 0% em março

Em março de 2026, a Paraíba figurou entre os sete estados brasileiros com seca em 100% do território, ao lado de Ceará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Apesar da abrangência total, o relatório mais recente do Monitor de Secas, divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), trouxe uma notícia positiva: a seca extrema desapareceu do estado, após ter atingido 43% da área em fevereiro.

Essa redução marca a melhor condição da Paraíba desde outubro de 2025, quando o estado também havia registrado níveis menos severos. O alívio é resultado de chuvas mais regulares e da diminuição dos déficits hídricos acumulados, segundo os indicadores utilizados pelo Monitor.

Contexto regional

O Nordeste segue como a região mais afetada pelo fenômeno, com 88% de sua área em seca. Ainda assim, houve uma redução da severidade: a seca extrema caiu de 5% para 2% da região, deixando de ser registrada na Paraíba e em Pernambuco. Em contraste, estados do Sul, como Santa Catarina, viram o fenômeno se intensificar, chegando a 100% do território.

Implicações para a Paraíba

Embora o estado ainda enfrente seca generalizada, a eliminação da categoria extrema representa um alívio para agricultores e comunidades rurais, que vinham sofrendo com perdas de safras e dificuldades no abastecimento de água. A melhora também abre espaço para políticas de mitigação mais eficazes, já que a pressão sobre os recursos hídricos diminui.

Especialistas alertam, no entanto, que a situação exige cautela. “A ausência da seca extrema não significa fim do problema. O desafio é consolidar políticas de gestão hídrica que garantam resiliência diante da variabilidade climática”, destaca o relatório.

Perspectivas

O Monitor de Secas, criado em 2014, acompanha mensalmente a evolução do fenômeno em todo o país. Na Paraíba, os dados de março reforçam a necessidade de planejamento contínuo para enfrentar os impactos da seca, que permanece como realidade estrutural do semiárido nordestino. (Texto: redação Click100 / Imagem de capa: arquivo Monitor de Secas)

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