Prefeitura transfere R$ 2,7 mi a hospitais e diz que quitará integralmente os débitos pendentes
A Prefeitura Municipal de Campina Grande (PMCG) deu início, na quarta-feira (28/01), ao processo de atualização dos repasses financeiros destinados à rede hospitalar complementar. O movimento ocorre em meio ao reconhecimento oficial de dívidas acumuladas com unidades privadas conveniadas e busca restabelecer a confiança entre gestão pública e prestadores de serviços de saúde.
De acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde, foram transferidos R$ 2,7 milhões às instituições hospitalares, valor que integra um montante superior a R$ 6,7 milhões já repassados apenas no mês de janeiro. O secretário Carlos Dunga Júnior destacou que a medida atende a uma determinação direta do prefeito Bruno Cunha Lima, que teria exigido a resolução do impasse para assegurar a continuidade da assistência hospitalar.
“Estamos cumprindo uma orientação clara do prefeito para garantir que os hospitais mantenham seus serviços e que a população não seja prejudicada”, afirmou Dunga Júnior.
Os números revelam a dimensão do compromisso financeiro da gestão municipal: em 2025, mais de R$ 124,5 milhões foram destinados à rede privada de saúde. O volume de recursos evidencia tanto a dependência da cidade em relação às unidades conveniadas quanto a necessidade de manter regularidade nos pagamentos para evitar interrupções nos atendimentos.
A quitação integral dos repasses pendentes está prevista para ocorrer até o dia 6 de fevereiro deste ano. Caso o cronograma seja cumprido, a medida poderá encerrar semanas de tensão entre hospitais e prefeitura, além de reduzir riscos de paralisação de serviços essenciais.
O anúncio sinaliza uma tentativa de recompor a credibilidade da administração municipal diante das instituições de saúde e da sociedade. Para especialistas em gestão pública, o reconhecimento da dívida e a definição de prazo para quitação representam um passo importante na transparência das contas públicas, mas também expõem a fragilidade do fluxo financeiro da saúde municipal. (Texto: redação Click100 / Imagem de capa: Secom PMCG)
