Na terra da brisa e do sol a pino,Ergue-se o Mestre Fuba, o sonhador genuíno,Com sua pena afiada, de verbo sábio e fino,Ele escreve a Parahyba que se esconde no destino. No fio da história, entre sombras e risos,Fuba ergue a memória, revela os abismos,De um estado que tem alma, mas silencia os seus,Dos que fizeram história, sem serem nomeados em céu. “Parahyba 1930: a verdade omitida”,É seu livro, sua lida, sua chama acesa,Derrubando os véus da história perdida,Com seu olhar de aguçado, de alma acesa. E nas páginas brotam os nomes esquecidos,Gente comum, mas de feitos infinitos,O professor que lutou em sala e em rua,O músico que fez da dor uma rua,O poeta que na palavra a vida costura,O empreendedor que pela terra almeja a cura. Fuba, com seus versos de sensibilidade pura,Dá voz aos invisíveis da grande arquiteturaDo Estado que, na luta, também se construiu,Mas cujos heróis, muitas vezes, se perdeu. Ele vê o esforço, o trabalho e o suor,Naqueles que não têm fama, mas têm amorPelo seu povo, pela terra, pelo seu chão,E com sua escrita, os exalta em canção. Entre as páginas, uma Parahyba ergue-se novamente,Uma Parahyba de rostos, de almas, de gente,Que construiu sua força sem se render,E agora, no coração de Fuba, vem a florescer. O Mestre Fuba, com sua pena de ouro,Escreve a história que o vento não levou,Ele traça a rota dos invisíveis heróis,Dando a cada um o valor que o tempo ocultou. E assim, sua obra se espalha pelo Brasil,A revelação de um povo que nunca se exauriu,Com sua sensibilidade, com seu olhar tão certeiro,Fuba nos ensina a reconhecer o verdadeiro. A Parahyba que ele escreve, que ele canta e conta,É uma terra viva, que a cada dia afrontaOs silêncios do passado e os ecos do presente,É a Parahyba da luta, do amor constante, emergente. Cidade Parahyba, 28 de dezembro de 2024 Henrique Maroja
Crônica: A Eterna Presença de Severino Maroja
O domingo amanheceu iluminado pela memória de um homem que, por onde passou, deixou marcas profundas e um legado impossível de ser esquecido. Hoje, dia 09 de fevereiro de 2025, no estádio Almeidão, na Capital paraibana, uma cabine de imprensa foi inaugurada em homenagem a Severino Maroja, o eterno prefeito de Santa Rita, mas também um símbolo de dedicação e compromisso com o esporte, a educação e as boas ações. Maroja foi muito mais do que um nome: ele foi um homem de visão e de ação. Nascido no seio de uma família ligada ao campo e à agricultura, ele soube, como poucos, transformar as raízes da cana-de-açúcar em alicerces de um império que não só enaltecia a tradição, mas também promovia o desenvolvimento local. A famosa cachaça “Engenho do Meio” tornou-se sinônimo de qualidade e autenticidade, refletindo o caráter de quem a produzia. Entretanto, foi na política e no esporte que Severino Maroja deixou sua marca indelével. Foi três vezes prefeito de Santa Rita, mas, mais do que cargos, ele se tornou o rosto de uma cidade em constante transformação. Sua gestão foi marcada pela melhoria das condições de vida, pelo incentivo à educação e pelo compromisso com o bem-estar de todos. Sua visão sobre o papel da educação no desenvolvimento de uma comunidade era ampla, e sua ação sempre foi de fato um farol de esperança e avanço. E, ao lado de sua esposa Estefânia, duas vezes deputada estadual, e de seu irmão Zé Luis Maroja, uma vez deputado, Severino consolidou uma verdadeira força política, mas sem perder o foco no que realmente importava: as pessoas. Ele compreendia a política não como uma conquista pessoal, mas como uma ferramenta de transformação social. E não é à toa que, por onde passava, o carinho e o respeito dos cidadãos eram evidentes. A relação de Maroja com o esporte, especialmente com o futebol, é um capítulo à parte. Ele foi o guardião do Santa Cruz de Santa Rita, o clube que ele reformou e ajudou a alçar voos altos no campeonato paraibano no início da década de 90. O time, que encontrou na liderança de Maroja um impulsionador de sonhos, brilhou naquelas edições do campeonato, e as conquistas se tornaram símbolo de uma cidade unida pela paixão pelo esporte. Mas, acima de tudo, Maroja era um homem sensível, que sabia o poder transformador do esporte na vida das pessoas. Ele sempre foi um defensor incondicional dos atletas, daqueles que, por meio do suor e do esforço diário, se elevavam e se tornavam exemplos de perseverança. Ele acreditava no esporte como um caminho para a disciplina, a educação e, claro, a inclusão. Hoje, no Almeidão, na capital paraibana, a cabine de imprensa que leva seu nome é um tributo mais que merecido. E é impossível não refletir sobre como a homenagem de hoje é o coroamento de uma vida inteira dedicada ao bem-estar das pessoas e à melhoria da cidade e estado que tanto amou. Maroja se eterniza, não apenas na história de Santa Rita, mas também na memória do futebol paraibano e da imprensa desportiva, que, sem dúvida, sempre o terá como um grande patrono. A sua presença, tão forte e tão humana, permanece em cada canto da cidade, em cada atleta que encontrou no esporte uma forma de superação, em cada estudante que teve acesso à educação de qualidade, em cada cidadão que conheceu a bondade e a generosidade de Severino Maroja. E assim será, para sempre, como a lembrança de um homem que semeou o bem e o amor por onde passou. Porque, afinal, como ele sempre dizia: “A gente é feito para servir. E a melhor maneira de servir é com coração aberto e mãos dispostas a trabalhar pelo bem de todos.” Hoje, seu nome ecoa, reverberando em todos os campos e nas ruas de Santa Rita e do futebol paraibano, como um legado eterno. João Pessoa, 09 de fevereiro de 2025 Henrique Maroja Confira imagens: