Deputada liderará agrupamento partidário até 2030, reforçando articulação política no estado
A política paraibana ganhou novo capítulo com a posse da deputada estadual Cida Ramos na presidência da Federação Brasil da Esperança, que reúne o Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido Verde (PV) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB). A decisão foi oficializada nesta segunda-feira (16/03), consolidando a liderança da parlamentar no agrupamento partidário até março de 2030.
Além de Cida, a nova composição da direção da federação inclui Gregória Benário, presidente estadual do PCdoB, como primeira vice-presidente, e o Sargento Dênis, do PV, como segundo vice-presidente. A configuração reflete o esforço de integração entre as legendas que compõem a federação, criada para fortalecer a atuação conjunta no cenário político estadual e nacional.
Unificação de partidos de esquerda
A Federação Brasil da Esperança foi instituída em âmbito nacional como estratégia de unificação de partidos de esquerda, permitindo maior coesão em disputas eleitorais e na formulação de políticas públicas. Na Paraíba, a escolha de Cida Ramos para a presidência simboliza a tentativa de consolidar alianças e ampliar a presença das siglas no Legislativo e no Executivo.
Cida, que já exerce papel de destaque como presidente estadual do PT, passa a coordenar também as ações conjuntas da federação, o que pode impactar diretamente na organização das eleições municipais de 2028 e estaduais de 2030. O mandato longo, de quatro anos, garante estabilidade à condução das estratégias políticas.
Necessidade de diálogo constante
A nova liderança pode significar maior capacidade de articulação em torno de pautas sociais e ambientais, áreas de atuação tradicional dos partidos envolvidos. A presença de representantes do PCdoB e do PV na vice-presidência reforça a pluralidade interna e a necessidade de diálogo constante entre as legendas.
Com a posse de Cida Ramos, a federação inicia um ciclo de planejamento político que deve influenciar não apenas as disputas eleitorais, mas também a construção de agendas voltadas para direitos sociais, sustentabilidade e participação popular. (Texto: redação Click100 / Imagem de capa: reprodução redes sociais)
