Renúncia marcada para 2 de abril abre caminho para disputa ao Senado e rearranjo político no estado

Daqui a oito semanas, a Paraíba terá um novo governador. João Azevêdo (PSB) confirmou que deixará o cargo em 2 de abril para disputar uma vaga no Senado, abrindo espaço para que o vice-governador Lucas Ribeiro (PP) assuma o comando do estado. A transição marca um ponto decisivo na política paraibana e já movimenta intensamente os bastidores.

Lucas Ribeiro, herdeiro de uma família com forte tradição política — filho da senadora Daniella Ribeiro e sobrinho do deputado federal Aguinaldo Ribeiro — passa a liderar o Executivo estadual em um momento estratégico. Sua ascensão fortalece o PP, partido que integra o Centrão, ampliando o protagonismo da legenda em meio às negociações nacionais e locais.

Azevêdo, por sua vez, aposta na corrida ao Senado com apoio de lideranças como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e setores do PSD. O arranjo em discussão prevê Lucas como candidato natural à reeleição em 2026, enquanto Azevêdo busca consolidar sua presença no Congresso.

Apesar da tentativa de unidade, o cenário político segue fragmentado. A saída do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, do PP para o MDB, após anunciar pré-candidatura ao governo, expôs fissuras internas e aumentou a tensão entre aliados. Além disso, a disputa pelo Senado promete ser acirrada, com nomes como Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e Marcelo Queiroga (PL) já posicionados.

A sucessão, portanto, não se limita a uma mudança administrativa. Em oito semanas, Lucas Ribeiro assumirá o governo da Paraíba em meio a um tabuleiro político marcado por alianças familiares, negociações de cúpula e disputas de poder que tendem a definir os rumos da eleição de 2026. (Texto: redação Click100 / Imagem de capa: reprodução Secom PB)

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