- Atraso nos repasses da Prefeitura leva unidades a interromper atendimentos essenciais à população
Hospitais privados que atuam como parte da rede complementar do Sistema Único de Saúde (SUS) em Campina Grande anunciaram que irão suspender os atendimentos a partir de 1º de fevereiro. A decisão foi motivada pelo atraso nos repasses financeiros da administração municipal, situação que comprometeu o equilíbrio econômico das instituições conveniadas.
Impacto imediato
A paralisação coloca em risco o acesso da população a serviços de média e alta complexidade, como internações, cirurgias e exames especializados. Representantes das unidades afirmam que a falta de recursos inviabiliza a manutenção dos contratos e ameaça a continuidade da assistência. “Sem os pagamentos, não há como manter os serviços funcionando”, destacou um porta-voz das entidades hospitalares.
Repercussão social
Pacientes e familiares relatam apreensão diante da possibilidade de cancelamento de procedimentos já agendados. A medida também deve pressionar os hospitais públicos da cidade, que já operam com alta demanda, ampliando filas e tempo de espera. Profissionais de saúde alertam para o risco de colapso parcial da rede, caso não haja solução imediata.
Argumentos dos hospitais
As instituições privadas ressaltam que os repasses da Prefeitura são fundamentais para custear despesas operacionais, como folha de pagamento, insumos e manutenção de equipamentos. O atraso acumulado, segundo os gestores, tornou insustentável a continuidade dos serviços. A paralisação foi anunciada como forma de pressionar o poder público a regularizar os pagamentos.
Possíveis desdobramentos
A crise abre espaço para negociações entre os hospitais e a administração municipal. Caso não haja acordo, um cenário de grave impacto social, com reflexos diretos na vida da população e na credibilidade da gestão da saúde em Campina Grande poderá se consolidar.
O outro lado
A atual gestão municipal, até a publicação desta matéria, no início da manhã desta terça-feira (27/01) ainda não havia se pronunciado sobre o caso. (Texto: redação Click100 / Imagem de capa: Ascom FAP)
