Ação nacional fiscaliza propriedades e busca proteger bioma exclusivo do semiárido brasileiro.
Começou nesta segunda-feira (09/03) a Operação Caatinga Resiste, uma força-tarefa nacional que reúne Ministérios Públicos, órgãos ambientais e forças policiais para enfrentar o desmatamento ilegal no bioma Caatinga. A iniciativa, que se estende até 19 de março, envolve nove estados, incluindo a Paraíba, onde o Ministério Público estadual atua de forma integrada na fiscalização.
O bioma, exclusivamente brasileiro, é considerado estratégico para a regulação climática e para a segurança hídrica do semiárido. Apesar de uma redução de 9% no desmatamento em 2025, segundo dados do INPE, a Caatinga ainda figura entre os mais ameaçados do país. Entre 1985 e 2023, perdeu cerca de 14,4% de sua cobertura vegetal nativa — o equivalente a 8,6 milhões de hectares.
Na Paraíba, a promotora de Justiça Cláudia Cabral, coordenadora do Centro de Apoio Operacional Meio Ambiente do MPPB, destacou a relevância da operação. “Nosso objetivo é fortalecer o combate ao desmatamento ilegal, identificar áreas críticas e atuar de forma articulada com os órgãos ambientais e forças de fiscalização. Proteger a Caatinga é proteger o futuro ambiental da nossa região”, afirmou.
A operação utiliza imagens de satélite do projeto MapBiomas, cruzadas com dados do Cadastro Ambiental Rural e autorizações de supressão de vegetação, para identificar irregularidades. Além do desmatamento, serão investigados crimes associados, como grilagem, queimadas ilegais, fraudes em registros ambientais e captura de animais silvestres.
Ao final, será apresentado um balanço consolidado com extensão das áreas autuadas, número de procedimentos instaurados e valores de multas aplicadas. A expectativa é que a ação não apenas puna ilícitos, mas também induza melhorias na governança ambiental e na recuperação de áreas degradadas. (Texto: redação Click100 / Imagem de capa: reprodução arquivo Secom PB | Mano de Carvalho)
