Estado acompanha tendência nacional e mostra alta entre idosos e causas naturais
No ano de referência de 2024, foram efetuados 1.516.381 registros de óbitos em cartórios no Brasil. Desse total, 1.495.386 correspondem a mortes ocorridas em 2024 e registradas até o primeiro trimestre de 2025. Houve, segundo os dados revelados nesta quarta-feira (10/12), um aumento de 4,6% em relação a 2023, o que significa um acréscimo de 65.811 registros.
Na análise regional, todas as Grandes Regiões apresentaram crescimento. O Nordeste registrou alta de 3,8%, e dentro dele, a Paraíba teve variação de 6,4%, acima da média regional e nacional. Esse dado coloca o estado entre os que mais ampliaram o número de óbitos no período.
Considerando a natureza das mortes, 90,9% foram por causas naturais, 6,9% por causas externas e em 2,2% não foi possível identificar. Na Paraíba, assim como no restante do país, o aumento foi puxado principalmente por causas naturais.
Em termos de perfil etário, pessoas com 60 anos ou mais representaram 71,7% dos óbitos registrados no Brasil, sendo que 471.588 tinham 80 anos ou mais. Na Paraíba, o crescimento também foi mais intenso entre idosos, refletindo o envelhecimento populacional e a maior vulnerabilidade desse grupo.
Quanto ao local de ocorrência, cerca de 74% das mortes aconteceram em hospitais, 19,7% em domicílio e 3,2% em via pública. Esse padrão também se repetiu na Paraíba, aproximando-se do cenário nacional.
Por sexo, os homens continuam a apresentar maior mortalidade. Em 2024, foram registrados 815.608 óbitos masculinos contra 678.372 femininos no Brasil. Na Paraíba, a sobremortalidade masculina também se manteve, embora diminua nas idades mais avançadas.
Os dados da Paraíba (6,4%) revelam que o estado teve crescimento acima da média nacional (4,6%) e regional (3,8%), reforçando a necessidade de políticas públicas voltadas para o envelhecimento saudável e prevenção de doenças crônicas. (Texto: redação Click100 / Imagem de capa: Freepik)
Confira tabela geral:
| Estado/Região | Percentual |
|---|---|
| Roraima | -5,7 |
| Amazonas | 0,1 |
| Sergipe | 0,3 |
| Mato Grosso do Sul | 0,9 |
| Rondônia | 1,5 |
| Rio de Janeiro | 1,9 |
| Acre | 2,0 |
| Espírito Santo | 2,1 |
| Bahia | 2,5 |
| Alagoas | 3,2 |
| Pernambuco | 3,4 |
| Piauí | 3,6 |
| Amapá | 3,8 |
| Minas Gerais | 3,9 |
| Ceará | 4,5 |
| Mato Grosso | 4,7 |
| São Paulo | 5,0 |
| Maranhão | 5,1 |
| Pará | 5,4 |
| Rio Grande do Norte | 6,1 |
| Tocantins | 6,4 |
| Paraíba | 6,4 |
| Paraná | 7,0 |
| Goiás | 7,5 |
| Santa Catarina | 7,5 |
| Rio Grande do Sul | 7,6 |
| Distrito Federal | 11,6 |
