Categoria cobra valorização e mantém adesão ao movimento Polícia Legal

Em Campina Grande, a Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba (ASPOL) realizou um ato público marcado pela indignação e pela cobrança de valorização profissional. O movimento reuniu dezenas de agentes que denunciaram receber o pior salário do Brasil, mesmo após reajustes recentes.

A insatisfação da categoria se concentra na carreira investigativa, que, segundo os policiais, continua abaixo da média salarial do Nordeste. Enquanto outras funções dentro da corporação já se aproximam dos valores regionais, os investigadores afirmam que permanecem em desvantagem, o que reforça o sentimento de desigualdade interna.

Durante o ato, a presidente da ASPOL, Suana Melo, questionou se os policiais deveriam seguir firmes no movimento “Polícia Legal” e “Extra Zero”, iniciativas que buscam pressionar o governo estadual por melhorias. A resposta foi unânime: a categoria decidiu manter a mobilização, entendendo que o momento exige união e fortalecimento da carreira.

A manifestação em Campina Grande, realizada nesta terça-feira (23/02), deixa claro não apenas a luta por melhores salários, mas também a busca por reconhecimento institucional. Para os policiais, o tratamento diferenciado dentro da corporação compromete a motivação e a eficiência da atividade investigativa, considerada essencial para o combate ao crime.

O ato público confirma que existe tensão entre governo e servidores, e abre espaço para um debate mais amplo sobre a valorização das forças de segurança no Brasil. A continuidade do movimento indica que a pressão deve se intensificar nos próximos meses, com possíveis impactos na rotina policial. (Texto: redação Click100 / Imagem de capa: Ascom ASPOL)

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