Partidos sinalizam fechamento de questão e exigem alinhamento com a chapa governista em João Pessoa

O cenário político da Paraíba ganhou novos contornos após dirigentes do PP e do Republicanos anunciarem que irão cobrar fidelidade partidária de seus vereadores, especialmente em João Pessoa. A medida, segundo líderes das legendas, busca garantir alinhamento total com a chapa governista nas eleições de 2026.

Em agenda na segunda-feira (23/02) no estado, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), foi categórico ao afirmar que não abrirá mão da disciplina interna. “É hora de posicionamento claro. Quem está no partido precisa estar comprometido com o projeto coletivo”, declarou, reforçando que a cobrança será aplicada de forma direta aos parlamentares que ainda mantêm apoio ao prefeito Cícero Lucena.

A sinalização também partiu do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP), que defende unidade em torno da candidatura governista. O movimento pressiona vereadores que, mesmo filiados às legendas, permanecem próximos ao atual prefeito da capital. A expectativa é que os partidos fechem questão, mecanismo interno que obriga seus membros a seguir determinada orientação política, sob risco de sanções.

Analistas avaliam que a decisão pode intensificar disputas locais e redefinir alianças na Câmara Municipal de João Pessoa. Para os partidos, a estratégia é vista como forma de consolidar força eleitoral e evitar fragmentação em um momento decisivo. Já para os vereadores, a cobrança de fidelidade pode significar dilema entre manter vínculos com a gestão municipal ou seguir a linha partidária.

O episódio evidencia como a fidelidade partidária, prevista na legislação brasileira, se torna instrumento de pressão política em períodos pré-eleitorais. Ao mesmo tempo, abre espaço para debates sobre autonomia parlamentar e os limites da disciplina interna nas legendas. (Texto: redação Click100 / Imagem de capa: )

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