Dados do IBGE revelam desigualdade e impacto direto no poder de consumo das famílias
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados de rendimento domiciliar per capita referentes a 2025, revelando que a Paraíba permanece entre os estados com menor poder aquisitivo do país. Enquanto a média nacional alcançou R$ 2.316, o estado registrou valores significativamente inferiores, reforçando o quadro de desigualdade socioeconômica na região.
Segundo o levantamento, quase 60% da população paraibana vive com até um salário mínimo, sendo que 32,7% estão na faixa entre metade e um salário mínimo, e outros 27,1% sobrevivem com apenas um quarto a meio salário mínimo. Esses números evidenciam a concentração da população nas camadas de menor renda, o que impacta diretamente o consumo, o acesso a serviços e a qualidade de vida.
Mais recursos
A divulgação dos dados atende à Lei Complementar 143/2013, que estabelece critérios para o rateio do Fundo de Participação dos Estados (FPE). Na prática, estados com menor rendimento per capita, como a Paraíba, recebem proporcionalmente mais recursos, em uma tentativa de reduzir disparidades regionais.
Especialistas apontam que, embora o mecanismo de compensação seja importante, os números revelam a necessidade de políticas públicas voltadas para geração de emprego e valorização salarial. A baixa renda per capita limita o dinamismo econômico local e reforça a dependência de transferências federais.
Para os paraibanos, os dados do IBGE não são apenas estatísticas: refletem o cotidiano de famílias que enfrentam dificuldades para manter padrões básicos de consumo e acesso a serviços essenciais. O desafio, segundo analistas, é transformar os recursos recebidos via FPE em investimentos capazes de alterar estruturalmente esse cenário. (Texto: redação Click100 / Imagem de capa: Freepik Drazen-Zigic)
Confira tabela divulgada pelo IBGE:
| Unidades da Federação | Rendimento nominal mensal domiciliar per capita da população residente (R$) |
| Brasil | 2.316 |
| Rondônia | 1.991 |
| Acre | 1.392 |
| Amazonas | 1.484 |
| Roraima (1) | 1.878 |
| Pará | 1.420 |
| Amapá | 1.697 |
| Tocantins | 2.036 |
| Maranhão | 1.219 |
| Piauí | 1.546 |
| Ceará | 1.390 |
| Rio Grande do Norte | 1.819 |
| Paraíba | 1.543 |
| Pernambuco | 1.600 |
| Alagoas | 1.422 |
| Sergipe | 1.697 |
| Bahia | 1.465 |
| Minas Gerais | 2.353 |
| Espírito Santo | 2.249 |
| Rio de Janeiro | 2.794 |
| São Paulo | 2.956 |
| Paraná | 2.762 |
| Santa Catarina | 2.809 |
| Rio Grande do Sul | 2.839 |
| Mato Grosso do Sul | 2.454 |
| Mato Grosso | 2.335 |
| Goiás | 2.407 |
| Distrito Federal | 4.538 |
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Pesquisas por Amostra de Domicílios, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD Contínua – 2025. Nota (1): Em cumprimento ao Mandado de Segurança – Ação Judicial nº 1000261-89.2020.4.01.4200, o valor de Roraima é R$ 1.764.
