Relatório mostra aumento de vínculos formais e desafios salariais que ainda são gargalos para este público
Em dezembro de 2025, a Paraíba contabilizava 504 estabelecimentos com mais de 100 empregados, responsáveis por 198,3 mil vínculos formais. O dado, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego em parceria com o Ministério das Mulheres, integra o 5º Relatório Nacional de Igualdade Salarial e revela mudanças significativas na composição da força de trabalho no estado.
Entre os vínculos registrados, 76,7 mil eram ocupados por mulheres, sendo 55,3 mil por mulheres negras – o que representa 72% do total feminino. Já entre os homens, somaram-se 121,5 mil vínculos, dos quais 92,4 mil eram de trabalhadores negros. A predominância da população negra nos postos formais reforça a relevância das políticas de inclusão e transparência salarial.
O relatório nacional mostra que, entre 2023 e 2025, o número de mulheres negras empregadas em grandes empresas no Brasil cresceu 29%, passando de 3,2 milhões para 4,2 milhões. Esse avanço corresponde a mais de 1 milhão de novas contratações formais. No mesmo período, o total de mulheres empregadas aumentou 11%, alcançando 8 milhões de vínculos.
Contexto e impacto social
Na Paraíba, os números refletem uma tendência nacional de maior participação feminina e, sobretudo, da mulher negra no mercado formal. Especialistas apontam que esse crescimento não apenas amplia a diversidade nas empresas, mas também fortalece a luta por equidade salarial e representatividade em cargos estratégicos.
Segundo o relatório, a transparência salarial tem sido um instrumento decisivo para expor desigualdades e pressionar empresas a adotar práticas mais justas. A presença expressiva de mulheres negras em grandes estabelecimentos paraibanos indica que, apesar de inúmeras diferenças na realidade salarial da categoria, políticas públicas e iniciativas privadas começam a produzir efeitos concretos.
Relevância para o futuro
O avanço registrado em 2025 sugere que o mercado de trabalho da Paraíba pode se tornar referência em inclusão social e igualdade de oportunidades. A consolidação dessa tendência, no entanto, dependerá da manutenção de políticas de fiscalização e incentivo à diversidade, além da ampliação do debate sobre equidade de gênero e raça. (Texto: redação Click) / Imagem de capa: Freepik Senivpetro)
