Lista inclui políticos, empresários e servidores investigados por supostas fraudes e vínculos com facções

A deflagração da Operação Cítrico, conduzida, nesta terça-feira (14/04), pela Polícia Federal em parceria com o Gaeco e a Controladoria-Geral da União, resultou no afastamento do prefeito eleito de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), e trouxe à tona uma lista de investigados que amplia a dimensão da crise política no município.

Entre os alvos estão nomes de destaque da política local e estadual, além de empresários e advogados ligados a contratos de terceirização de mão de obra. A investigação aponta que tais contratos teriam servido para facilitar a infiltração de integrantes da facção criminosa “Tropa do Amigão”, braço do Comando Vermelho, na estrutura administrativa da cidade.

A lista inclui:

  • Edvaldo Neto, prefeito afastado de Cabedelo.
  • Vitor Hugo Peixoto Castelliano, ex-prefeito de Cabedelo e ex-secretário de Turismo de João Pessoa.
  • Rougger Xavier Guerra Júnior, secretário de Gestão Governamental da capital.
  • Empresários e advogados ligados a empresas de fachada, suspeitos de intermediar contratos fraudulentos.

Segundo os investigadores, o esquema pode ter movimentado até R$ 270 milhões em contratos públicos, envolvendo fraudes em licitações, desvio de recursos e lavagem de dinheiro. Foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão em Cabedelo e João Pessoa.

Impacto Político e Social

A revelação dos nomes amplia a repercussão da operação e reforça a percepção de instabilidade política em Cabedelo, que já havia enfrentado turbulência após a cassação da gestão anterior. Especialistas em direito administrativo destacam que o afastamento é uma medida cautelar, não definitiva, mas que os efeitos imediatos recaem sobre a governabilidade e a confiança da população na administração pública. (Texto: redação Click100 / Imagem de capa: reprodução arquivo Ascom PF)

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